Dedetização de Pombos urbanos

Os pombos são aves amplamente conhecidas por simbolizarem a paz e por sua presença marcante em áreas urbanas ao redor do mundo. No entanto, com o crescimento das cidades, passaram a ser considerados pragas urbanas a partir das décadas de 1930 e 1940, quando sua elevada adaptação ao ambiente urbano começou a causar incômodos à população, como a construção de ninhos em janelas, beirais e edificações, além do acúmulo de fezes em calçadas, telhados e monumentos históricos.

A identificação correta da espécie é fundamental para o manejo adequado. O principal alvo de controle no Brasil é o pombo-doméstico (Columba livia domestica), que apresenta altura entre 30 e 36 centímetros, coloração predominantemente cinza-azulada, com reflexos iridescentes no pescoço, podendo também ocorrer nas cores branca ou cinza-escuro, quase preta. Seus pés são avermelhados, característica marcante da espécie.

Os pombos vivem em bandos, variando de 2 a mais de 120 indivíduos, especialmente durante o voo. Alimentam-se de forma coletiva, com preferência por grãos, sementes e farelos, o que favorece sua permanência em áreas urbanas com fácil acesso a resíduos alimentares.

Por serem aves sinantrópicas, ou seja, que vivem associadas ao ser humano, os pombos são considerados vetores potenciais de doenças, podendo abrigar e disseminar agentes patogênicos que oferecem riscos à saúde humana, além de causar danos estruturais e estéticos aos imóveis.

No Brasil, é proibido matar pombos, pois essas aves são protegidas pela legislação ambiental vigente. Dessa forma, o controle de pombos deve ser realizado por meio de técnicas legais, éticas e não letais, utilizando produtos e métodos específicos, como barreiras físicas, sistemas de exclusão e manejo ambiental.

Cada situação de infestação possui características próprias, exigindo avaliação técnica individualizada para definição do método mais adequado. Nossa equipe está preparada para analisar o local e aplicar as melhores soluções de controle de pombos, sempre em conformidade com a legislação e com foco na segurança, eficácia e preservação ambiental.

Fonte: GENNARO, Marcos (coord.); MENDONÇA, Bruno F. (coord.). Manual de controle de vetores e pragas sinantrópicas. 1. ed. São Paulo: APRAG, 2016.